Educação para a equidade

Pesquisa, formação e assessoria para transformar relações, práticas, políticas e instituições

Educar para a equidade é reconhecer a singularidade de cada pessoa e, ao mesmo tempo, compreender que ela está inserida em condições variadas e desiguais de aprendizagem, trabalho, participação, de vida, afinal.

No caso das pessoas com deficiência, muitas dessas condições são produzidas por barreiras de diversas ordens que restringem participação e direitos. Transformar essas condições e enfrentar as desigualdades é uma responsabilidade de todos nós.

Quando ampliamos as possibilidades de participação, ampliamos também aquilo que somos capazes de aprender, imaginar, criar e construir juntos. A educação para a equidade desloca perspectivas, questiona o que tomamos como dado e amplia nosso repertório para imaginar outras formas de viver, aprender, trabalhar e participar.

Ao transformar o modo como percebemos o presente, ampliamos também as possibilidades de construir outros futuros, com confiança, colaboração, criatividade e responsabilidade com a vida em comum.

Meu trabalho articula pesquisa, formação e assessoria para enfrentar o capacitismo e contribuir para a transformação de relações, práticas, políticas e instituições.
Desenvolvo processos com redes de ensino, escolas, universidades, órgãos públicos, empresas e organizações do terceiro setor, considerando os desafios concretos de cada contexto e as possibilidades de transformação que emergem de cada processo.

As ações podem assumir diferentes formatos, como palestras, cursos, processos formativos continuados, acompanhamento e supervisão de profissionais, assessoria técnica e elaboração de materiais pedagógicos multi-plataforma.
Em todos eles, articulo produção de conhecimento, reflexão crítica e transformação das práticas, contribuindo para a produção de um comum que reconheça e valorize a diferença e enfrente as desigualdades.

Educadora, pesquisadora, escritora, ativista e mulher com deficiência.

Minha aproximação com o campo da deficiência e da educação inclusiva se construiu ao longo de uma trajetória profissional que sempre esteve ligada à educação e às transformações sociais. Ainda durante minha atuação em empresas multinacionais, trabalhei na concepção e gestão de projetos educacionais, na construção de projetos político-pedagógicos, na articulação de parcerias e em iniciativas de educação popular, incluindo projetos de alfabetização de jovens e adultos em territórios remotos. Ao longo de mais de duas décadas, essa experiência me levou a transitar entre diferentes instituições, equipes, comunidades, territórios e contextos, no Brasil e internacionalmente.

O nascimento da minha filha, uma criança com deficiência, intensificou essa trajetória e trouxe novas perguntas sobre a educação. Junto a isso, o reconhecimento da minha deficiência, e as experiências que me atravessam a partir dessa condição. Passei a investigar de forma cada vez mais sistemática as condições que produzem desigualdades na vida das pessoas com deficiência e as disputas em torno de sua educação e de seus direitos.

Atuação

  • Pesquisa e produção intelectual: Produção de conhecimento sobre deficiência, educação, equidade e políticas públicas por meio da pesquisa acadêmica, da escrita e da comunicação pública. Essa produção se expressa em livros, artigos, ensaios, entrevistas, programas e outros formatos de circulação de ideias.

  • Formação: Palestras, cursos, processos formativos continuados, formação em serviço para professores, equipes pedagógicas, estudantes, familiares, lideranças, trabalhadores e outros públicos. Acompanhamento e supervisão de profissionais, articulando conhecimento e reflexão sobre os desafios das práticas e das relações.

 

  • Assessoria e consultoria: Formulação, implementação e revisão de políticas, programas e práticas institucionais relacionadas à equidade, à educação inclusiva, à acessibilidade e ao enfrentamento do capacitismo. O trabalho pode envolver órgãos públicos, secretarias de educação, instituições de ensino, empresas e organizações do terceiro setor.

Hoje, articulo essa trajetória profissional à pesquisa acadêmica, à produção intelectual, à formação e à atuação em políticas públicas. Sou doutoranda em Educação pela Universidade de São Paulo e vice-presidente da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação, onde participo da formulação de normativas educacionais em âmbito nacional, buscando incorporar ao debate público os saberes e as experiências de grupos historicamente marginalizados. Também sou co-fundadora do Instituto Caue, que estimula a formação de redes Brasil afora para o fortalecimento e a ampliação dos direitos das pessoas com deficiência, sobretudo nos temas da educação e da ética do cuidado.

  • Produção de materiais pedagógicos: Desenvolvimento de materiais pedagógicos e institucionais para diferentes públicos e contextos, em múltiplas linguagens e plataformas: livros, cartilhas, textos, vídeos, podcasts e outros conteúdos de formação e comunicação.

 

  • Comunicação e debate público: Participação em entrevistas, programas de televisão, podcasts, conferências, debates e outros espaços de circulação de conhecimento. Concepção e condução de projetos de comunicação voltados à discussão pública da deficiência, da educação e da equidade.

Essa perspectiva implica compreender a interdependência não como exceção da experiência humana, mas como condição constitutiva da vida coletiva. Implica reconhecer o cuidado como dimensão política fundamental e sustentar formas de convivência comprometidas com a participação radical das diferenças no mundo comum.

Por essa razão, considero insuficientes concepções de inclusão centradas exclusivamente na adaptação individual dos sujeitos às estruturas já estabelecidas. A ampliação efetiva da participação social exige também uma crítica às racionalidades que organizam a exclusão, à naturalização das hierarquias humanas e aos modos pelos quais determinadas vidas continuam sendo percebidas como excessivamente custosas, improdutivas ou inconvenientes para os ideais contemporâneos de desempenho e eficiência.

Defendo a escola comum como espaço político incontornável de produção democrática da vida coletiva. Não porque a convivência entre diferenças produza harmonia, mas porque a experiência democrática exige a sustentação ética e institucional da heterogeneidade humana.

A Educação, nessa perspectiva, não se realiza na eliminação do conflito, do dissenso ou do imprevisto. Realiza-se justamente na capacidade de construir formas de vida coletiva que não transformem a diferença em justificativa para segregação, tutela ou hierarquização do valor humano.

É a partir dessa compreensão que organizo meu trabalho na pesquisa, na escrita, na formação de professores e na atuação pública.

Interessa-me produzir reflexão crítica sobre os processos contemporâneos de medicalização da vida, individualização das responsabilidades coletivas, mercantilização da deficiência e esvaziamento político da inclusão. Interessa-me, sobretudo, disputar concepções de Educação comprometidas com a construção de um mundo comum capaz de sustentar a dignidade humana em sua radical heterogeneidade.

A produção intelectual também se constrói por meiodo diálogo público. Nesta seção estão reunidas participações em entrevistas, palestras, eventos e outras atividades que evidenciam a circulação de suas reflexões em diferentes espaços.

Educação Inclusiva

Palestra Magna Undime SP
14 de nov. de 2025.

Se todos os seres humanos são únicos, qual o nosso incômodo com a diferença?

Palestra
Colégio Santa Cruz
29 de ago. de 2022.

Como criar uma comunidade anticapacitista?

Palestra
Colégio Santa Cruz
19 de jan. de 2026

Quem cabe na escola? Desafios da inclusão e garantia do direito à educação

Webinar
Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo
22 de abr. de 2026

Desafios para a primeira infância na perspectiva da pluralidade

X Simpósio Internacional
Núcleo Ciência Pela Infância (NCPI)
16 de nov. de 2023.

V Seminário de Educação Especial

Rede municipal de Serra/ ES
24 de set. de 2025

Programa de 19/10/2021
Conversa com Bial

Entrevista
19 de nov. de 2021

Inclusive Você | Superar o quê? Barreiras de atitude

Documentário
TV Escola
10 de jan. de 2020

Inclusive Você | Passo a passo: barreiras físicas

Documentário
TV Escola
10 de jan. de 2020

Inclusive Você |
A, Bê, Cê! Educação Básica

Documentário
TV Escola
10 de jan. de 2020

Inclusive Você | Diário da Mãe da Alice

Documentário
TV Escola
10 de jan. de 2020

Narrando Utopias | Episódio 1 - Tornar-se uma mulher com deficiência

Podcast
Portal Catarinas
5 de abr. de 2022

Narrando Utopias | Episódio 2 - Mães o pessoal é político

Podcast
Portal Catarinas
11 de abr. de 2022

Narrando Utopias | Episódio 3 - Autonomia e Interdependência

Podcast
Portal Catarinas
19 de abr. de 2022

Narrando Utopias | Episódio 4 - O direito ao autocuidado

Podcast
Portal Catarinas
25 de abr. de 2022

Narrando Utopias | Episódio 5 - Uma razão a mais para ser anticapitalista

Podcast
Portal Catarinas
2 de mai. de 2022

Só precisa incluir porque foi excluído

Podcast
Diálogos Despatologizantes
12 de set. de 2022

Pessoas Incluindo Pessoas | Como Educar Crianças Anticapacitistas

Podcast
Instituto Paradigma
29 de ago. de 2025

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29 de ago. de 2025

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A produção intelectual também se constrói por meiodo diálogo público. Nesta seção estão reunidas participações em entrevistas, palestras, eventos e outras atividades que evidenciam a circulação de suas reflexões em diferentes espaços.

Educação Inclusiva

Material Didático
Instituto Iungo

Infância vira território de disputa política mais uma vez

Artigo de opinião
Folha de São Paulo
14 de dez. de 2025

RASTROS E RESTOS NOS INTERESSAM: disputas em torno da educação escolar de pessoas com deficiência no Brasil da ascensão neoconservadora (2016-2022)

Dissertação de mestrado USP
11 de ago. de 2025

Articulação entre Neoliberalismo, Conservadorismo e Capacitismo na Composição das Disputas da Educação Inclusiva

Artigo científico UNICAMP
28 de out. de 2025

Psicologia e Estudos da Deficiência | “Mudar a escola, e não mudar de escola”

Capítulo de publicação
NED/UFSC

Educação em Pauta 2024: Desafios da Educação Especial na Perspectiva Inclusiva no Brasil | “Tensões e disputas na consolidação da educação escolar como Direito Humano”

Capítulo de publicação OEI
Fev. de 2025

Confluências entre deficiência e infância: um ensaio sobre opressões e políticas de cuidado

Artigo científico UFSC
Jun./Jul. de 2022

“PROCURO UMA MULHER": reflexões sobreviolência contra mulheres com deficiência a partirdo filme "Maudie"

Capítulo de publicação OAB/PR
Dez. de 2021

Saúde mental e atenção psicossocial na pandemia de COVID-19

Crianças na pandemia COVID-19
Cartilha FIOCRUZ

Como educar crianças anticapacitistas

Livreto UDESC 2023

Poder público

Ministérios, secretarias de educação, órgãos públicos, redes de ensino e instituições voltadas à garantia de direitos.

Escolas e universidades

Instituições de educação básica e superior que desejam fortalecer práticas inclusivas, formar suas equipes e enfrentar o capacitismo.

Empresas e organizações

Empresas de diferentes setores e organizações do terceiro setor que desejam formar lideranças e equipes, ampliar repertórios e transformar relações, práticas e culturas institucionais.

“Pensar a educação para a equidade é disputar os próprios sentidos de humanidade, convivência e vida comum.”
Mariana Rosa